Power Couple vira problema, e Record corre para evitar perda milionária · Notícias da TV

principal aposta de registro entre maio e julho –para aproveitar o público órfão do BBB–, o Power Couple Brasil 6 virou uma dor de cabeça para a emissora. O reality show estreou sem patrocinadores. Somente na quarta-feira (11), dez dias após a estreia, o departamento comercial fechou a primeira marca anunciante. Executivos estão correndo para vender mais espaços.

A área comercial da emissora não estabeleceu limite de cotas, mas internamente, de acordo com o noticiário de TV, a expectativa era tentar acordos com seis empresas para recuperar o investimento e ter lucro. Até agora, apenas a farmacêutica Reckitt Benckiser, que está na agenda da Record, comprou uma participação master para expor as marcas Strepsils e Naldecon.

Vender patrocínios acabou sendo muito mais difícil do que o previsto. O primeiro obstáculo é que a edição de 2021 não correu bem e foi marcado por casais pouco conhecidos, que parte do mercado publicitário rejeita. Como o reality show não tem o mesmo alcance de audiência de A Fazenda nem um público considerado qualificado, as negociações são mais complicadas.

No ano passado, o programa conseguiu boas notas por causa do fenômeno BBB 21 e porque a procura do público por realitys foi grande. Mas as entregas também foram consideradas insuficientes.

A audiência para a temporada 2021 foi de 6,3 pontos em São Paulo, abaixo do ideal. Além disso, a repercussão nas redes sociais também não foi considerada positiva por quem anunciou.

Complica também o fato de a área comercial da Record estar em processo de reforma. No final do ano passado, Walter Zagari deixou o comando do setor, e em seu lugar veio Alarico Naves, que trabalhava em Brasília. Ele montou uma nova equipe considerada muito boa, mas isso precisa mudar a forma como o mercado vê a Record.

O foco agora não é apenas vender na televisão. A Record, assim como a Globo, pretende negociar a exposição comercial de forma integrada a partir de agora, com a soma de internet, plataformas digitais, Play Plus e TV aberta. Apresentar esta linha aos anunciantes não é fácil.

Além das questões comerciais, a audiência deste ano não ajudou. Apesar da repercussão das brigas no Twitter, a atração tem média de 4,8 pontos na Grande São Paulo até o momento. É o pior começo da história do jogo de casais. Se você acompanhar essa música, muita gente aposta que a atração pode não voltar no ano que vem.

Procurada pela reportagem ao longo da quarta-feira (11), a Record respondeu que o Power Couple é um dos que mais repercutiu na TV brasileira e que o atraso em sua venda se deve a mudanças no comercial. Confira a nota completa:

“O Power Couple é um dos realitys mais populares da Record. Não é à toa que está em sua sexta edição, pela segunda vez sob o comando de Adriane Galisteu. Em apenas uma semana no ar, a atração alcançou 30 milhões de espectadores e gerou, por diversas vezes, grande repercussão e engajamento nas redes sociais. Tanto o apresentador quanto o formato são muito bem aceitos pelo público e pelo mercado.

Por questões estratégicas, como estamos reformulando nossa área comercial em um processo transparente e amplamente divulgado pela mídia, desenvolvemos uma atuação diferenciada neste momento. Um processo que leva em conta nossas novas diretrizes, que demandam projetos customizados para cada cliente.

Com este trabalho altamente direcionado, especializado e integrado com todas as plataformas do Grupo Record, anunciamos esta semana a primeira cota de patrocínio do Power Couple com as marcas Strepsils e Naldecon, ambas da Reckitt Benckiser, que, assim como outros parceiros com quem estamos trabalhando, acredita no potencial da realidade.”

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