Política esquenta e Rodolfo Landim vê pressão aumentar

Em campo, a vitória Flamengo em Altos e celebração para o classificação para as oitavas de finalCopa do Brasil. Nas arquibancadas, protestos contra integrantes da cúpula do clube. A instabilidade se instalou nos primeiros meses após sua reeleição, e o presidente Rodolfo Landim vive um clima político conturbado. O líder vê a oposição crescer e a pressão aumentar, da Gávea às arquibancadas.

O avanço na competição nacional foi um respiro, mas não o suficiente para evitar turbulências, principalmente internas. A aprovação da emenda que limita o número de membros “Off Rio” foi, talvez, o gatilho para um relacionamento que já dava sinais de desgaste. Embora a decisão seja tomada pelo Conselho Deliberativo, as consequências chegam até mesmo à presidência, tornando Landim o principal alvo das críticas.

Na partida contra o Altos, na última quarta-feira (11), antes da bola rolar, faixas com “Fora, Landim” e “Fora [Marcos]Braz”, vice-presidente da futebol americano, pôde ser vista nas arquibancadas de Raulino de Oliveira, em Volta Redonda. No apito final, os dois foram alvo de xingamentos.

    Torcedores do Flamengo exibem faixa contra Rodolfo Landim e Marcos Braz, contra o Altos-PI, pela Copa do Brasil, em Volta Redonda - ALEXANDRE NETO/PHOTOPRESS/ESTADÃO CONTEÚDO - ALEXANDRE NETO/PHOTOPRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
Imagem: ALEXANDRE NETO/PHOTOPRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

O eco negativo em relação à restrição do quadro de funcionários para mil associados residentes em um raio de mais de 100 quilômetros dos limites do município do Rio não era esperado e gerou surpresa. O assunto virou pauta fora da Gávea. Diante do cenário, a ordem nos corredores é que o assunto seja evitado, para não fazer a bola de neve ganhar novos contornos.

de acordo com UOL Esporte Ao saber, Braz foi contra a medida referente ao Off Rio, mas, em meio aos reflexos que teve, acabou sendo arrastada para o centro da polêmica. Apesar de algum aborrecimento, o líder voltou a favor.

divisão na base

Enquanto isso, há uma divisão na base da gestão. Alguns grupos políticos na situação ainda mantêm forte apoio, embora a insatisfação seja crescente. Outros, por sua vez, já começam a questionar a Chapa Roxa, chefiada por Landim. Não é por acaso que conselheiros de diferentes correntes políticas propuseram uma emenda que será apresentada ao Conselho Deliberativo e que visa derrubar a limitação.

Além disso, a recente entrevista concedido a Mauro Cezar Pereiracolunista para UOL Esporte, gerou alguns atritos e se tornou mais um motivo de fortes críticas ao presidente. Na ocasião, Landim indicou um avanço com a decisão do Conselho Deliberativo e tratou os sócios-proprietários como “donos” do clube.

“Sua primeira pergunta deve ser respondida pelos conselheiros do clube, a grande maioria dos quais são sócios proprietários que são os verdadeiros donos do Flamengo e que fizeram um bom investimento para comprar um título do clube. Essa foi uma decisão dos sócios e não do clube. diretoria, cujos membros como sócios votaram de acordo com seu entendimento e sem orientação ou fechamento de assunto. A prova é que tivemos VPs [vice-presidentes] votando a favor e contra”, disse

O conturbado momento político também mostrou que a relação entre Rodolfo Landim e Luiz Eduardo Baptista, presidente do Conselho de Administração, não é mais a mesma. Visto como o braço direito do presidente, Bap votou a favor da emenda Off Rio. Mesmo alinhados nesse tema, há divergências entre as partes. Internamente, há quem diga que o vínculo está rompido.

Confiança na mudança de cenário

Paulo Sousa, técnico do Flamengo - Gilvan de Souza / Flamengo - Gilvan de Souza / Flamengo
Imagem: Gilvan de Souza/Flamengo

O silêncio da cimeira face aos resultados negativos e a ausência de uma posição sobre o declarações recentes de Jorge Jesus Renato Maurício Prado, colunista do UOL Esportetambém são contestados.

No entanto, a pressão não assombra apenas Rodolfo Landim, Marcos Braz é outro alvo de críticas. Com o apoio do departamento de futebol, Paulo Sousa mantém-se no cargo. Há, internamente, a sensação de que a maré pode começar a virar em campo.

A sequência de jogos em casa – após o duelo com o Ceará, serão quatro jogos como mandante e o clássico com o Fluminense – e o retorno de alguns nomes que estão no departamento médico, como aconteceu com o zagueiro Rodrigo Caio, são os principais uns. motivos dessa expectativa.

  • Acompanhe os destaques do dia no esporte na Live de Danilo e Vitão:

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