Muito além do Peugeot Partner Rapid: 8 carros criados por uma marca mas vendidos por outra | Curiosidades

Os invejosos dirão que o novo Peugeot Partner Rapid é apenas uma versão do Fiat Fiorino com o emblema da marca italiana trocado pelo leão francês. E a observação não é incorreta. O fato é que a dupla é a Primeiro caso de rebadge da Stellantis no Brasil.

Para quem não está acostumado com o termo, rebadge é quando o mesmo veículo é vendido por outra marcaque inclui apenas o seu emblema – daí a expressão remarcar.

Mas Peugeot Partner Rapid e Fiat Fiorino não são os primeiros a passar por este processo. automobilismo listou outros oito casos no mundo automotivo. Alguns chegaram a ser vendidos no Brasil. Confira abaixo:

Chevrolet Celta/Suzuki Fun

Na Argentina, o Chevrolet Celta foi vendido pela Suzuki — Foto: Divulgação

Entre 2006 e 2011, argentinos que queriam comprar um Celta precisava ir a uma concessionária Suzuki. Isso porque o hatch compacto foi oferecido no país vizinho pela marca japonesa e sob o nome Fun.

Felizmente para os argentinos, o compacto tinha motor 1.4 de 85 cv em vez do 1.0 de 78 cv da versão Chevrolet. Somente após o término da parceria entre as marcas, em 2011, o Celta foi lançado lá como produto GM.

Dodge Journey/Fiat Freemont

Fiat Freemont teve grade redesenhada em relação ao Dodge Journey — Foto: Divulgação

Muito antes de Stellantis e Partner Rapid existirem, o A fusão da Fiat com outro fabricante também rendeu um para o Dodge Journey: o Fiat Freemont. Apesar de idêntico na aparência, com eventuais diferenças na grade frontal, o SUVs de médio porte tinham públicos distintos.

O primeiro trouxe motor 3.6 V6 de 280 cv e foi vendido até 2020. A segunda foi descontinuada mais cedo, em 2017, e tinha uma unidade bem mais modesta: 2.4 quatro cilindros e 172 cv. Ambos podem ser considerados boas opções para quem procura um carro usado com até sete lugares.

RAM 700 é o nome dado à Fiat Strada vendida em outros países do continente — Foto: Divulgação

A solução para vender Toro, Strada e Fiorino em outros mercados latino-americanos onde a Fiat não atua (ou não tem presença tão consolidada) foi exatamente o mesmo adotado com o Peugeot Partner Rapid: mude a marca para Ram e renomeie os modelos.

Então, estrada virou 700Toro tornou-se 1000 e Fiorino mudou seu nome para Promaster Rapid. Curiosamente, a versão da van da Peugeot usa o mesmo pára-choque que a contraparte do Ram.

Grand Siena vendido pela Dodge, o Vision nem tinha a tradicional grade da marca americana — Foto: Divulgação

Outro resultado do rebadge na antiga FCA é a Dodge Vision, lançado no México em 2015. Não sabe? E a Grand Siena com logotipos alterados e nada mais. Nem mesmo a tradicional grade em forma de cruz da marca americana foi adotada.

E esse não é o único caso de um sedã Dodge criado e produzido por outra marca. Se a Vision já saiu do mercado mexicano, a Atitude, uma variação do Mitsubishi Mirage continua firme. Nesse caso, pelo menos as mudanças no design deixaram o modelo com alguma semelhança com o outro Dodge.

Nissan March/Renault Pulse

Renault Pulse, uma versão menos harmoniosa do Nissan March — Foto: Divulgação

No Índia, Nissan March e Versa se tornaram Renault Pulse e Scala, respectivamente. Se o visual dos originais não foi dos mais inspirados, o As opções alternativas eram ainda mais estranhas. No caso do hatch, por exemplo, metade do logo da marca francesa estava fora da grade.

A Pulso foi lançado em 2011. Scala chegaria um ano depois. Eles não tiveram o sucesso esperado e deixaram o mercado indiano em 2018.

Rastreador Suzuki Vitara/Chevrolet

A segunda geração do Chevrolet Tracker era na verdade um Suzuki Vitara — Foto: Divulgação

A dupla Vitara/Tracker é outro caso de parceria entre Suzuki e Chevrolet (esta última detinha 20% da primeira no final dos anos 1990). Embora, ao contrário de Celta e Fun, o modelo original foi criado pela marca japonesa.

A segunda geração, de 1998, estreou como Vitara. A variante Chevrolet chegou ao Brasil em 2001, importada da Argentina. A bagunça dos fabricantes só fica mais complexa. Isso porque Tracker foi lançado com um Motor Mazda 2.0 turbo diesel sob o capô. Um ano depois, o propulsor foi substituído por outro, de Peugeot.

Sem muito sucesso, essa geração saiu de linha em 2006. E o Tracker ficaria fora do Brasil até 2013, quando foi relançado um modelo criado pela própria Chevrolet. O Vitara teve suas gerações atualizadas e ainda está sendo comercializado pela Suzuki.

O C2 chinês tinha mais do que apenas o emblema Citroën – faróis e para-choques foram redesenhados.

Na China, no início dos anos 2000, o Citroën queria vender sua própria versão do Peugeot 206. Para isso, decidiu mudar pouco mais do que apenas os logotipos dos hatches e lançou o C2. Mas o resultado não foi o melhor..

As linhas dianteiras arredondadas do 206 agora acomodam as divisas da Citroën. Faróis de base reta e para-choque com ampla entrada de ar completam o conjunto desajeitado.

Na traseira, as lanternas receberam lentes transparentes e uma extensão que invadiu a tampa do porta-malas. Foi produzido e vendido entre 2006 e 2013.

Toyota Hilux/Volkswagen Taro

Volkswagen Taro foi produzido na Alemanha com peças enviadas do Japão — Foto: Divulgação

Muito antes de ter o Amarok, o Volkswagen vendeu uma picape de médio porte na Europa e no Japão. Mas ela em nada se parecia com outros modelos da marca. Isto porque o Taro era basicamente um Toyota Hilux com outro emblema de grade.

O acordo entre as marcas previa a produção de 10 mil unidades por ano. As peças Hilux foram enviadas para a Alemanha e montadas na fábrica de Hannover no sistema CKD. A produção durou de 1989 a 1997.

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