Luisa Mell relata convulsão após um momento de estresse; você tem um relacionamento? – 12/05/2022

Luisa Mell usou as redes sociais nesta quarta-feira (11) para contar que teve uma convulsão, que é quando o corpo se contrai involuntariamente. No Instagram, ela disse que estava muito estressada com a pressão que recebeu das pessoas para salvar os animais.

“Você acredita numa coisa dessas: fui internado ontem, tive uma convulsão. Caí no show, bati nas costas… Você ainda não sabe o que é, mas também é muito estresse, pessoas. Não sei se consigo viver assim, mendigando todo mês”, disse a ativista.

“O Brasil inteiro me pede para salvar um cachorro. Quando não salvo, dizem que sou uma farsa. Não aguento mais. Não posso me matar desse jeito”, disse.

Estresse e Convulsão: Existe uma Ligação?

Segundo Wanderley Cerqueira de Lima, neurocirurgião do Hospital Albert Einstein (SP), o estresse por si só não é capaz de causar uma convulsão. “A menos que essa pessoa tenha epilepsia associada e durma pouco, eu uso drogas e álcool, então o estresse pode predispor à crise. Mas só o estresse, não”, explica.

Michelle Zimmermann, neurologista do Hospital São Vicente de Paulo, no Rio de Janeiro, faz a mesma afirmação do médico e acrescenta um detalhe: “É importante ressaltar que, em pessoas com predisposição genética para convulsões, o estresse pode enfatize que não é possível concluir o diagnóstico a partir de uma única crise”.

Para entender melhor, o convulsão causada por um aumento excessivo da atividade elétrica em certas áreas cérebro, causando pessoa contrai o corpo involuntariamente. Pode ser a mão, braço, perna, rosto, metade do corpo ou todo o corpo.

“Eventualmente, a pessoa pode perder a consciência, cair e ter salivação, pois não consegue engolir a saliva”, diz Lima. Isso ocorre, segundo o especialista, porque os músculos da região do rosto estão tão contraídos que a pessoa não consegue engolir a saliva.

Quem tem convulsões é diagnosticado com epilepsia?

Não necessariamente. A epilepsia é uma doença caracterizada pela predisposição permanente do cérebro para causar crises epilépticas e suas consequências neurobiológicas, cognitivas, psicológicas e sociais. Isso significa que, para ser considerada epilepsia, é preciso ter continuidade das crises — mas Luisa Mell não mencionou se tem ou não a doença.

“Pode ocorrer em qualquer faixa etária, mas o mais comum é em crianças menores, que têm um aumento súbito de temperatura, é chamado de convulsão febril. Às vezes, nunca mais acontece”, diz.

O neurologista carioca reforça: nem todo mundo que tem convulsão tem epilepsia. “Uma pessoa pode ter uma única convulsão e nunca fazer o diagnóstico de epilepsia”, diz Zimmermann.

Para poder dizer que uma pessoa tem epilepsia, é necessário verificar a ocorrência das seguintes condições:

  • Ter pelo menos 2 crises epilépticas não provocadas com mais de 24 horas de intervalo;
  • Ter 1 crise epilética não provocada – e a possibilidade de um novo evento – dentro de 10 anos de ter 2 crises não provocadas;
  • Ter um diagnóstico de síndrome epiléptica.

Portanto, é possível que uma pessoa tenha uma convulsão apenas uma vez na vida, por exemplo. Portanto, casos isolados de convulsões devem ser investigados.

O médico deve entender o histórico dessa pessoa, além de solicitar exames neurológicos, como eletroencefalograma, que analisa a atividade elétrica do cérebro, tomografia computadorizada ou ressonância magnética, se possível. Dependendo da pessoa e da causa da convulsão, as convulsões podem ser tratadas com anticonvulsivantes.

O que mais pode causar convulsões?

A epilepsia não é a única doença que pode causar convulsões. Existem outras situações que resultam em crises, segundo o neurocirurgião, como meningite, doenças virais e tumores. Pacientes imunossuprimidos (vivendo com HIV ou em tratamento contra o câncer) também apresentam risco aumentado.

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