Jogo em Wembley foi equilibrado e só nos pênaltis o Liverpool venceu

Foi uma grande decisão, um grande jogo entre duas equipas que se mostraram no topo do futebol europeu. A decisão da FA Cup colocou o Liverpool contra o Chelsea, os mesmos clubes que decidiram a Copa da Liga. Tudo foi muito parecido: o equilíbrio, o ótimo desempenho das duas equipes, as boas oportunidades, o empate em 0 a 0 aos 120 minutos e a vitória do Liverpool nos pênaltis por 6 a 5.

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Foi um jogo muito aberto, com ambas as equipas a apresentarem um excelente desempenho. O Chelsea mostrou que o Liverpool tem seus defeitos e deu muito trabalho aos Reds. O Liverpool mostrou que pode competir nesse nível mais alto e também causou problemas aos Blues. A decepção do Chelsea na segunda derrota por pênaltis será grande, mas há que elogiar o que Thomas Tuchel e seus jogadores fizeram. O que o Chelsea jogou foi mais do que suficiente para vencer.

O problema é que o Liverpool também. A decisão foi apertada e poderia ter ido de qualquer maneira. Não apenas porque o título foi decidido nos pênaltis. As duas equipes criaram chances de gol e erraram. Jogou bem, conseguiu atacar o rival. No final, foi um detalhe e a balança pendeu para os homens de Jürgen Klopp. O Liverpool não vence a FA Cup desde 2006. Já faz muito tempo sem isso.

Escalações: Problemas em ambas as equipes

O treinador Thomas Tuchel tinha duas dúvidas: os médios Mateo Kovacic e N’Golo Kanté, mas ambos conseguiram jogar – o primeiro começou, o segundo começou no banco. A ausência mais importante foi no ataque: Kai Havertz, lesionado, nem sequer foi listado. Romelu Lukaku foi escolhido para liderar o ataque, com Christian Pulisic e Mason Mount logo atrás dele no 3-4-3 do técnico do Chelsea.

Jürne Klopp teve um problema sério: a ausência de Fabinho, ainda se recuperando de lesão. O brasileiro nem foi listado. Em seu lugar, o capitão Jordan Henderson atuou ao lado de Naby Keita e Thiago. Na defesa, Ibrahima Konaté foi escolhido para jogar ao lado de Virgil Van Dijk, escolha que provavelmente tem muito a ver com o físico do zagueiro para enfrentar Lukaku. No ataque, Luis Díaz voltou a ser titular ao lado de Sadio Mané e Mohamed Salah.

Primeiro tempo: Liverpool tenta controlar, mas Chelsea tem mais chances

Foi um jogo que o Liverpool tentou pressionar desde o início, colocando muita pressão na defesa do Chelsea. Com oito minutos, o Liverpool teve uma grande chance. Alexander-Arnold fez um fantástico passe de trivela para Luis Díaz, que avançou em velocidade, acertou a cara de Edouard Mendy e fez a defesa. O guarda-redes senegalês mostrou porque é um dos melhores do Chelsea esta época e evitou o golo.

O Chelsea pode ameaçar com bolas longas. Assim que ele acionou Reece James da direita, o lateral Andrew Robertson errou o corte e James acionou Mason Mount. Ele foi para a linha de fundo e cruzou rasteiro para Christian Pulisic, que finalizou com perigo, rasteiro, mas mandou ao lado.

Os Blues melhoraram no jogo. Pulisic entrou pelo meio e ativou Marcos Alonso, que chegou tentando finalizar, mas foi bloqueado por Alisson, que sentiu o arremesso, mas continuou em campo. O atacante Mohamed Salah não teve tanta sorte. O egípcio sentiu no final do primeiro tempo e deixou o campo para ser substituído por Diogo Jota.

Embora o Liverpool tenha sido melhor no início, o Chelsea foi quem teve as melhores chances no primeiro tempo. O equilíbrio do jogo foi ótimo, mas os Blues (jogando de amarelo) conseguiram chegar mais perto do gol. O Liverpool, no entanto, teve uma boa presença no campo ofensivo.

Nos acréscimos do primeiro tempo, o Chelsea voltou a assustar. Lukaku recebeu de Pulisic e virou rápido para finalizar com força. A bola correu perigo, mas passou. Foi a última chance do primeiro tempo.

Segundo tempo: liderança trocada e sem gols

No primeiro minuto do segundo tempo, o Chelsea explorou o espaço nas costas de Robertson, com um lance para Mason Mount. O meio-campista não tocou na bola, esperando Pulisic chegar, pois estava em dúvida se estava em uma posição legal. Pulisic então pegou a bola e cruzou para Marcos Alonso, que finalizou em um cruzamento e tomou perigo.

Logo depois, o Chelsea deu outro susto. Marcos Alonso ativou Lukaku dentro da área e o camisa 9 foi o pivô para fixar Mason Mount. O meio-campista finalizou forte e exigiu uma boa defesa do goleiro Alisson.

O Chelsea pressionava nestes primeiros minutos e em uma cobrança de falta que teve do lado direito do ataque, o lateral esquerdo Marcos Alonso cobrou bem fechado, direto para o gol, e a bola tocou no travessão. Alisson até tocou na bola, o que pode ter impedido a bola de entrar. Foi um volume enorme de jogo do Chelsea na fase final.

O Liverpool conseguiu responder aos cinco minutos. Em um cruzamento de Alexander-Arnold da direita, Robertson se atrapalhou para finalizar e não conseguiu cabecear para o segundo poste. Ele não pareceu esperar a bola passar e acabou desperdiçando a chance.

Logo depois, aos seis, Luis Díaz recebeu na entrada da área, l da esquerda, fez a virada por cima da marcação e, de fora da área, finalizou cruzado, com força, e a bola passou perto, mas saiu para fora. Uma resposta dos encarnados para tentar igualar o bom começo do rival.

Aos 15 minutos, o Liverpool mais uma vez chegou em perigo. Desta vez, foi Diogo Jota quem recebeu na direita, já dentro da área, e finalizou com um cruzamento rasteiro. Mais uma vez, a bola passou perto, mas saiu ao lado. As chances se acumularam para os dois lados e ninguém conseguiu abrir o placar.

Os Blues voltaram a arriscar num ataque pela direita que Pulisic completou num remate de fora da área com finalização rasteira, também de fora. Ambas as equipes terminaram muito, mas poucas acertaram no alvo, embora muitas delas fossem perigosas.

Klopp colocou James Milner no lugar de Naby Keita aos 29 minutos. Assim, um jogador mais ativo do lado direito ganhou e o jogador entrou bem no jogo. O Liverpool ganhou uma boa opção ofensiva.

Luis Díaz foi outro que finalizou perto do gol, mas falhou o alvo. O atacante recebeu na lateral esquerda, puxou para o meio e rebateu alto, procurando o ângulo, mas mandou para fora. O goleiro Mendy seguiu com os olhos, porque a bola parecia longe de seu alcance.

O Chelsea trocou Lukaku por Hakim Ziyech aos 40 minutos. Tornou o ataque muito mais móvel, sem referência dentro da área. Ziyech também foi uma boa opção para chutes de fora da área, já que muitas das chances da partida foram assim.

O jogo permaneceu aberto. Luiz Díaz recebeu na direita, em mais uma boa oportunidade, e sua velocidade foi um diferencial para conseguir finalizar forte. A bola foi muito, muito perto do gol. Uma grande chance, mais uma vez desperdiçada.

Outra chance veio logo depois. Desta vez, em cruzamento da direita de James Milner para o lateral Robertson aparecer no segundo poste, livre, e acertou de primeira. A bola explodiu na trave e não entrou. Eram 37 minutos de jogo e o placar continuava incrivelmente sem gols, apesar de tantas oportunidades para os dois lados. O jogo precisaria de horas extras para tentar determinar o vencedor.

Horas extras: Cansado e sem gols

Na prorrogação, o Liverpool teve que mudar: tirou Virgil van Dijk, lesionado, para colocar Joel Matip. Ainda no primeiro tempo da prorrogação, os encarnados ainda colocaram Roberto Firmino no lugar de Luis Díaz, já desgastado pela intensidade do jogo.

Ambas as equipes pareciam se sentir cansadas. Em alguns chutes, os jogadores colocaram a bola na frente, mas os zagueiros conseguiram alcançar. Foi um jogo indefinido, sem que nenhuma das equipas fosse claramente superior.

Na segunda metade da prorrogação, mais mudanças. O Chelsea colocou Ruben Loftus-Cheek no lugar de Pulisic e César Azpilicueta no lugar de Trevoh Chalobah. No Liverpool, Konstantinos Tsimikas entrou no lugar de Andrew Robertson.

O jogo frenético nos 90 minutos não teve o mesmo ritmo na prorrogação, compreensivelmente. As equipes erraram mais passes, mais manuseio de bola e também pareciam ter mais cuidado para não cometer erros em setores cruciais. O gol não saiu.

Pênaltis: outra disputa acirrada

A decisão da FA Cup, então, teve que ser nos pênaltis. Desta vez, Thomas Tuchel não trocou os goleiros. Na Taça da Liga, tirou Mendy e substituiu Kepa Arrizabalaga e o espanhol foi o único jogador a falhar a cobrança de falta, num incrível 11-10 para os encarnados. Desta vez, Mendy foi mantido.

Veja como foram as cobranças:

  • Marcos Alonso (Chelsea): GOL (Chelsea 1×0 Liverpool)
  • James Milner (Liverpool): GOL (Chelsea 1×1 Liverpool)
  • César Azpilicueta (Chelsea): ON TRAVE (Chelsea 1×1 Liverpool)
  • Thiago Alcântara (Liverpool): GOL (Chelsea 1×2 Liverpool)
  • Reece James (Chelsea): GOL (Chelsea 2×2 Liverpool)
  • Roberto Firmino (Liverpool): GOL (Chelsea 2×3 Liverpool)
  • Ross Barkley (Chelsea): GOL (Chelsea 3×3 Liverpool)
  • Trent Alexander-Arnold (Liverpool): GOL (Chelsea 3×4 Liverpool)
  • Jorginho (Chelsea): GOL (Chelsea 4×4 Liverpool)
  • Sadio Mané (Liverpool): DEFENDED MENDY (Chelsea 4×4 Liverpool)
  • Hakim Ziyech (Chelsea): GOL (Chelsea 5×4 Liverpool)
  • Diogo Jota (Liverpool): GOL (Chelsea 5×5 Liverpool)
  • Mason Mount (Chelsea): DEFEND ALISSON (Chelsea 5×5 Liverpool)
  • Konstantinos Tsimikas (Liverpool): GOL (Chelsea 5×6 Liverpool)

O Liverpool então conquistou o título, mais uma vez nos pênaltis, e conquistou os dois títulos da Copa do Mundo na Inglaterra. São oito títulos da FA Cup para o Liverpool em sua história. O Chelsea, mais uma vez, perdeu nos pênaltis para os Reds na final da Copa, após um jogo, como já havia sido a primeira decisão. Um grande jogo, uma grande decisão.

Qualquer um poderia ter vencido e teria sido absolutamente justo. A diferença entre as duas equipes foi mínima. O Liverpool levará o troféu, o segundo da temporada. Jorna Henderson se tornou o primeiro capitão na rica história do Liverpool a conquistar todos os grandes títulos do clube.

Tornou-se capitão com a saída de Steven Gerrard, um dos maiores jogadores da história do clube, e conseguiu fazer seu nome na história. Mais uma vez, conquistou um dos títulos mais importantes para uma carreira premiada.

A coroa quádrupla, algo que parecia quase impossível, ainda é possível para o Liverpool nesta temporada. Os títulos da Copa da Liga e da FA Cup já estão no seu bolso. A Premier League ainda é uma situação difícil e o Manchester City é o mais próximo da taça. Na Liga dos Campeões, o time está na final contra o Real Madrid. De qualquer forma, é uma temporada histórica para os Reds.

Assista aos melhores momentos:

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