Análise: Luís Castro abre uma lacuna entre os titulares do Botafogo; veja quem aproveitou | botafogo

Na vitória sobre a Ceilândia, o Botafogo levou a campo um time que, nome por nome, os torcedores não estavam acostumados a ver nos últimos jogos. Com um calendário apertado e uma vantagem confortável, Luís Castro descansou alguns jogadores e deu uma chance de ouro a um grupo que luta para aparecer mais vezes entre os titulares.

– O objetivo era avançar para os oitavos-de-final, o objetivo era também dar muitos minutos a jogadores que não eram muito utilizados e que nos interessava ver vivos em competição para os manter vivos no grupo de trabalho – disse o treinador Luís Castro .

São nomes que ainda não conseguiram desbravar ou que precisam aumentar a renda para estar entre as principais opções do elenco. Com o trabalho dos portugueses ainda no início, a disputa está aberta, mas alguns atletas saíram na frente.

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Apenas dois jogadores foram titulares contra o Flamengo, no último domingo, e contra o Ceilândia, quatro dias depois: o zagueiro Kanu e o lateral-direito Saravia.

O nome do jogo era Matheus Nascimento. Banco de Erison, artilheiro da equipe na temporada, o menino também tem uma média de gols interessante: marcou sete vezes em 16 partidas. Foram dois contra a Ceilândia, ambos com oportunismo de aproveitar espaços mínimos dentro da área. Aos 18 anos, o atacante amadurece e se arrisca no processo para deixar de ser uma promessa e se tornar realidade no clube.

Matheus Nascimento comemora gol contra o Ceilândia — Foto: André Durão

Douglas Borges deu um susto na torcida na primeira parte do jogo, mas se recuperou com uma atuação segura que impediu as poucas aventuras do Ceilândia no ataque. Duas defesas impediram os gols do adversário, e o goleiro ganhou pontos na briga pela reserva imediata de Gatito, que foi poupado da partida. Deixou boa impressão na primeira oportunidade desde a chegada de Castro.

Douglas disputa a bola contra a Ceilândia — Foto: Vitor Silva/Botafogo

Romildo del Piage se apresenta como uma opção interessante para a posição de primeiro volante. Entre as exigências de Luís Castro, o menino manda bem na bola e mostra cada vez mais força na marcação. Ele não tem as características exatas de Oyama, o titular, e por isso pode ser uma boa alternativa para o setor. Mostra evolução desde que a nova comissão técnica assumiu. É o mesmo caso de Hugo, outro jovem, que começa a mostrar confiança na lateral esquerda.

Del Piage em campo contra o Ceilândia — Foto: Vitor Silva/Botafogo

Diego Gonçalves é o 12º jogador que pode morder o ponto de partida a qualquer momento. O que deve acontecer por enquanto, dependendo da gravidade do trauma físico de Gustavo Sauer, que acusou um problema no tornozelo. O atacante pode jogar com velocidade na ala e ajudar a defesa com eficiência. Ainda falta finalizar melhor para aumentar o nível de desempenho e o número de gols para a equipe.

Diego Gonçalves disputa a bola — Foto: André Durão

Mais nomes, mas já consolidados, também merecem destaque: Kanu, Saravia, Daniel Borges, Patrick de Paula… Por outro lado, há aqueles que precisam aumentar sua participação no jogo para aproveitar as oportunidades. São os casos de Chay e Piazon, que tiveram flashes, mas ainda não se encaixaram totalmente na equipe. Piazon participou em dois dos golos, mas falhou algumas jogadas importantes. Chay deu o passe para o segundo gol da partida, mas ainda busca ter a mesma boa influência de 2021.

A Botafogo enviado no jogo. Resultado à parte, o Ceilândia não se aventurou no ataque. Até deu dois sustos e exigiu uma boa defesa de Douglas Borges, mas se resumiu a apenas dois chutes no primeiro tempo, nove se contarmos os 90 minutos. Além das provas individuais, a partida serviu para provar coletivamente o time contra um adversário retraçado, já que o clima decisório foi amenizado pelo domínio alvinegro.

Apesar das muitas mudanças no time titular, a equipe manteve o padrão dos primeiros trabalhos de Luís Castro, inclusive no desenho tático. O treinador sempre exigiu marcação forte ao perder a bola e passes rápidos quando o time tinha a posse de bola.

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O volume de jogo foi considerável. Só no primeiro tempo, teve 68% de posse de bola, oito chutes e um gol que fez jus ao placar. No final, os números mostraram 65% de posse de bola e 13 finalizações para o time da casa, que fez muitas mudanças e desacelerou na fase final.

Com vaga nas oitavas de final da Copa do Brasil garantida (e mais R$ 3 milhões na conta), o Botafogo espera a volta do time titular no próximo domingo, às 18h (horário de Brasília), contra o Fortaleza, no Nilton Santos, pela sexta rodada do Brasileirão. O time tem chance de entrar na zona de classificação para a Libertadores.

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