Aliansce Sonae (ALSO3) negocia venda de ativos que vão gerar sobreposição com brMalls (BRML3)

Sem entrar em detalhes, pois a combinação de negócios ainda depende da aprovação dos acionistas, o presidente da Aliansce Sonae (TAMBÉM3) afirma que os ativos que irão gerar sobreposição com o portfólio da brMalls já foram identificados (BRML3) e confirmou que está trabalhando para vendê-los.

“Acho improvável que o negócio seja fechado antes da assembleia, mas se algo acontecer, divulgaremos ao mercado”, disse Rafael Sales, em teleconferência. de resultados da empresa. Ele explicou que esses ativos em negociação não fazem parte do portfólio core da Aliansce Sonae, mas que tiveram bons resultados.

No dia 8 de junho, os acionistas da Aliansce Sonae e da brMalls se reunirão para aprovar a fusão das duas empresas. A operação recebeu parecer favorável do conselho de administração da brMalls, da qual a Aliansce é acionista.

“Estamos trabalhando muito para que no dia 8 as duas assembleias aprovem a transação. Estamos otimistas, mas continuamos conversando com os acionistas para esclarecer o potencial do negócio e temos um alto nível de aceitação em ambos”, disse Rafael Sales, CEO da Aliansce Sonae, em teleconferência sobre os resultados do primeiro trimestre.

Ele acredita que, no âmbito do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), a fusão leva até seis meses para ser aprovada, mas pode ser mais longa, conforme prazos estabelecidos em lei. “Vamos trabalhar para tomar as medidas que o Cade julgar necessárias, o quanto antes, e criar essa nova empresa”, disse Sales.

Redução de desconto e revisão de orientação

A Aliansce Sonae registrou lucro líquido de R$ 55,9 milhões no primeiro trimestre de 2022 (1T22), desempenho 33,6% superior ao registrado no mesmo trimestre de 2021.

O lucro ajustado antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) da Aliansce Sonae cresceu 27,8% no 1T22, totalizando R$ 184,9 milhões.

A empresa atribui o desempenho à redução de descontos, eficiência na gestão de custos e despesas e captura de sinergias.

Os descontos foram reduzidos em praticamente todo o portfólio, com exceção das casas de entretenimento, diz o CEO. A empresa pretende eliminá-los de todo o portfólio no segundo semestre. A retirada desses descontos, segundo Rafael Sales, resultou em um aumento da inadimplência líquida da empresa (em relação à receita) para 6,2%, um aumento significativo em relação ao 4T21, quando foi negativo em 0,3%.

“Temos uma taxa de inadimplência um pouco mais alta, por isso seremos cautelosos ao revisar orientação, um pouco mais adiante, se necessário revisar”. ela disse.

Por outro lado, Sales destacou que a alta taxa de ocupação dos shoppings, que atingiu 96,6% no trimestre, favorece esse cenário. “A ocupação é boa, se tiver que substituir os lojistas, não será um problema”, disse.

Repercussão no balanço

A Aliansce Sonae manteve uma tendência positiva, com recuperação das vendas e maior taxa de ocupação, destaca a Eleven. Os analistas da casa também apontam que a empresa conseguiu manter baixa alavancagem financeira em 0,8x dívida líquida/Ebitda.

A Eleven reiterou a recomendação de compra da Aliansce Sonae, com preço-alvo de R$ 28.

Para o Bradesco BBI, a empresa seguiu os pares Multiplan (MULT3) e Iguatemi ([ativo=IGTA3]) e apresentou um impressionante SSR (aluguel mesmas lojas) de 39% em relação a 2019. Custos de ocupação acima dos níveis históricos para todos jogadoras indicam que os aluguéis, impulsionados pela inflação galopante do IGP-DI, cresceram acima das vendas, o que só os analistas consideram sustentável se as vendas dos lojistas se recuperarem nos próximos trimestres – uma tendência provável, mas que precisa ser lembrada. .

A recomendação do BBI para ALSO3 é superar (desempenho acima da média do mercado), com preço-alvo de R$ 36.

Às 16h13 (horário de Brasília), a ação subia 1,68%, para R$ 19,36.

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